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26 de outubro de 2020
Fernando Torres

A depressão e o fim da carreira de Fernando Torres

Em uma pesquisa minunciosa sobre o fim de carreira até certo ponto precoce de um dos maiores jogadores da história moderna da Espanha, chegamos a revelação certamente surpreendente de que a queda acentuada na carreira de Fernando Torres foi causada por uma depressão que assolou o craque.

Fernando Torres
Torres festeja um de seus gols com a camisa que mais vestiu (FOTO: ESPN)

As passagens e números de Torres

Natural de Fuenlanbrada, em Madrid, Fernando Torres iniciou sua carreira no Atlético. Formou um dos ataques mais letais do clube antes de rumar para o Liverpool na temporada 2007/08. Entretanto, o craque chegou marcando 33 gols em 46 já em sua temporada de estreia e foi um dos finalistas a Bola de Ouro da Fifa naquele ano. Contudo, nem todas as coisas saiam como Torres e o Liverpool queriam, a falta de sorte e de reforços fez ele rumar ao Chelsea na temporada 2010/11.

Mesmo com pouco espaço nos Blues ele marcou 10 gols na temporada, quase sempre entrando no segundo tempo até que em 2011/12 foi fundamental na partida contra o Barcelona pela UEFA Champions League, quando sacramentou a vitória heróica no Camp Nou.

Contudo, Torres continuava sendo contestado em Londres. Talvez pela sua identificação com o Liverpool ou talvez já aparentar ter sintomas de uma depressão profunda. Mesmo com um baixo rendimento ele foi autor de um dos gols na final da Europa League sobre o Benfica.

Após um ano trágico com Mourinho e sequentes críticas públicas vindas do treinador, Torres solicitou ser negocioado. Certamente a pior escolha foi feita, ele foi para a bomba relógio em Milão.

Todavia, Fernando Torres saia novamente de um clube pela porta dos fundos, sem despedidas. Foram 172 jogos e 45 gols com a camisa dos blues em 4 anos.

No Milan, em 2014, mais um fracasso, Torres marcou apenas 1 gol em 10 jogos e foi dispensado.

O início do drama de Fernando Torres

Nessa época, segundo ele mesmo, já havia sintomas claros de depressão. Perda de massa muscular e de explosão, junto de insônia e falta de ânimo para continuar a carreira. A sua chance de recomeço então surgiu, certamente o retorno ao Atlético de Madrid o faria bem.

Fernando Torres
A derrota na final da UCL para o Real Madrid foi a pá de cal na carreira de El Niño (FOTO: EI)

Contudo, não fez. Foram poucos jogos, poucos gols e mais uma negociação para  o desconhecido.

Fernando Torres fechou seu ciclo com o Atlético de Madrid, onde atuou por 404 jogos e marcou 129 gols. Entre 2000/07 e 2015/18. No segundo semestre de 2018 ele fechou com o Sagan Tosun-JAP. Atuou por 12 jogos e marcou 4 gols, até que na última semana, mais precisamente no sábado (22) anunciou sua aposentadoria dos gramados.

Fernando Torres possuia a doença desde 2014, mas já havia alguns sintomas desde sua chegada a Londres. Quando trocou o Liverpool pelo Chelsea houveram muitas críticas, algumas pessas, todavia, a maioria infundada.

A depressão o levou a ter os musculos mais limitados e desgastados. O físico e o psicológico entraram em colapso revelou o craque.

O craque participou da melhor geração da história da Seleção Espanhola e era tido com o pilar deste time. Com Xavi, Puyol e outros encerrando seus ciclos, El Niño também sucumbiu.

”O mundo do futebol me trouxe muitos amigos, ganhei e perdi, fui campeão, fui vice, fui derrotado, mas dos muitos amigos que ganhei, nenhum se compara aos melhores que perdi com o que o esporte me proporcionou” – revelou Fernando Torres em entrevista dois anos atrás.

Para muitos, a parte mais dolorosa de sua carreira, além das lesões, foi a derrota para o rival Real Madrid na final da UCL. Dali em diante a queda foi ainda mais brutal nos números e no físico do atacante.

 

Confira nossa parceria com os Payton Mahomes e seu texto certamente magnífico.

Entretanto, confira também nosso especial sobre o gigante San Siro.

 

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