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28 de outubro de 2020
Lazio

A Lazio e seu futebol total dos anos 90

Muito se fala sobre o Barcelona de Messi, o Real Madrid de Cristiano Ronaldo ou tantos outros times com um craque ou uma personalidade como referência. Contudo, o que se fala da Lazio de 1990 em diante é sobre uma verdadeira seleção e um futebol coletivo, sem vaidades escancaradas e que ficou na memória do futebol.

Certamente este time é um dos maiores já vistos em toda a história do futebol e entra no hall de melhores do futebol italiano com sobras. A rivalidade com Inter, Roma, Milan, Juventus, Parma e no fim da década com a Fiorentina fizeram deste time um pesadelo para os rivais.

1992 e o começo de uma era

Alimentado pela máquina de jorrar dinheiro chamada de Sergio Cragnotti que chegou a Lazio em 1992. Em toda a década a equipe rompeu os récordes de transferências mundiais. Com iss, nem mesmo o Parma da Parmalat e os gigantes do país conseguiram tal feito no mercado de transferências.

Hernan Crespo, Juan Sebastian Verón e Christian Vieri chegaram em um momento pós-Copa do Mundo. Outro que certamente impactou o mundo com sua chegada foi o famoso Paul Gascoigne, sempre lembrado por ser um travesso personagem do futebol.

No entanto, apesar dos investimentos, a Lazio ficou no quase por diversos anos até ser vitoriosa. 1995 ela ficou em segundo lugar, em 1996 em terceiro e 1997 em quarto até que a Lazio resolveu investir em algo que valia mais para ela naquela temporada, em um técnico.

O ousado Sven Goran-Erikkson, em 1997 chegou. Certamente a maior contratação do clube na década e já explicaremos por qual motivo.

A safra e as mudanças de Erikkson

Vindo da Fiorentina, Erikkson terminou em 1997-98 na sétima colocação, uma das piores nos últimos anos. Sem tantas estrelas internacionais, a Lazio não encantava com o novo treinador e perdeu os últimos 5 jogos do ano onde o coach balançou no cargo.

A maior façanha foi a final da Copa da Uefa, a equipe chegou a final e perdeu para a Internazionale de nada mais, nada menos que Ronaldo Fenômeno.

Contudo, a vitória na Coppa Itália trouxe sobrevida ao treinador e o surgimento de um jovem chamado Alessandro Nesta também era um ponto alto neste ano.

A vitória na final da Coppa diante do Milan por 3 a 1 trouxe gol de Gottardi, Nesta e o bom de bola Jugovic. O craque desta companhia era Pavel Nedved, artilheiro da equipe neste ano com 11 gols e que exigiu novos nomes para 1998-99.

GK 1 Italy Luca Marchegiani
RB 2 Italy Paolo Negro
CB 13 Italy Alessandro Nesta
CB 20 Italy Alessandro Grandoni Substituted off 50
LB 5 Italy Giuseppe Favalli
RM 14 Italy Diego Fuser (c) Red card 80
CM 23 Italy Giorgio Venturin
CM 21 Socialist Federal Republic of Yugoslavia Vladimir Jugović
LM 18 Czech Republic Pavel Nedvěd Substituted off 90+2
CF 9 Italy Pierluigi Casiraghi
CF 10 Italy Roberto Mancini Substituted off 88
Subs:
DF 17 Switzerland Guerino Gottardi Substituted in 50
DF 3 Italy Giovanni Lopez Substituted in 88
MF 4 Italy Dario Marcolin Substituted in 90+2
Manager:
Sweden Sven-Göran Eriksson
GK 1 Italy Sebastiano Rossi Yellow card
RB 22 Italy Daniele Daino Yellow card
CB 5 Italy Alessandro Costacurta
CB 3 Italy Paolo Maldini (c)
LB 17 Germany Christian Ziege
RW 13 France Ibrahim Ba Substituted off 67
CM 8 France Marcel Desailly Red card 80
CM 4 Italy Demetrio Albertini
CM 32 Italy Roberto Donadoni
LW 10 Socialist Federal Republic of Yugoslavia Dejan Savićević Substituted off 31
CF 14 Liberia George Weah Yellow card
Subs:
FW 9 Netherlands Patrick Kluivert Yellow card Substituted in 31 Substituted off 50
MF 19 Italy Giampiero Maini Substituted in 50
MF 36 Italy Maurizio Ganz Yellow card Substituted in 67
Manager:
Italy Fabio Capello

A nova era e os novos nomes de 98-99

Alguns nomes foram postos a mesa e Cragnotti trouxe boa parte deles. A jovem estrela Deja Stankovic chegava para integrar o meio campo com Nedved, a promessa Christian Vieri também viria para compor o ataque com Marcelo Salas que chegaram para formar a dupla de maior impacto no ano do futebol italiano. Contudo, o ano não foi completo.

Logo de cara a nova seleção formada pelo treinador sueco bateu a Juventus na Supercopa Itália, a Juve havia vencido o Scudetto de 1997-98 e a Lazio a Coppa Italia.

Certamente a disputa mais feroz da década foi entre Lazio e Milan em 98-99. Ponto a ponto eles disputavam o título da Série A e o empate diante da Fiorentina na penúltima rodada tirou o título do time de Roma.

O ódio dos azuis por Batistuta foi tão impactante que o jogador sofreu nas mãos dos marcadores naquele confronto.

O ano não foi somente dor, mesmo que a surra para a Internazionale na Coppa Itália tenha desanimado. Neste mesmo ano a Lazio venceu a Uefa Winner’s Cup.

A vitória em cima do Mallorca, da Espnha, em Birmigham foi o ponto alto da temporada junto a campanha no Calcio.

Salas com 15 e Vieri com 12 terminaram como artilheiros da equipe no ano. Roberto Mancini com 10 gols fechou o pódio certamente muito bem estrelado.

O centenário mágico da Lazio

Em 1999-2000 o mandatário Cragnotti estourou todos os limites para trazer os nomes que queria. A briga de egos entre Vieri e o dirigente fez com que o atacante migrasse para a Inter de Milão de Ronaldo Fenomeno e Djorkaeff. Sensini, Simeone, Veron e Almeyda formavam a esquadra argentina no time azul.

Logo de cara venceram a Supercopa Uefa diante do Manchester United de Beckham e cia. Com gol de Marcelo Salas a Lazio foi campeã e Monaco foi pequena para tanta fez azul e branca.

Um dos jogos lendários deste ano foi com placar de 4 a 4 com o Milan do jovem Shevchenko. O atacante ucraniano marcou 3 vezes diante de Marchegiani, contudo, a equipe de Erikkson tinha agora Veron que marcou um e Salas que marcou outros dois, Abbiati marcou contra o próprio patrimônio.

Na Coppa Itália a Lazio eliminou a Juventus que era um temido algoz da equipe nos últimos anos e na final bateu a Inter de Milão, outro fantasma. Certamente o ano só precisava de mais um tempero para ser completo e ele veio.

O tão sonhado segundo Scudetto viria de forma dramática quando algumas rodadas antes do fim a equipe venceu adversários bem mais fracos como o Veneza e o Bologna por 3 a 2 e empatou com a Fiorentina do tão odiado Batistuta em um 3 a 3 cruel. A Lazio terminou com 72 pontos, 1 a mais que a Internazionale do R9.

O declínio veio em 2000-01, a equipe viu seu maior rival local, a Roma, vencer o Scudetto e caiu na primeira fase da Coppa Itália e na fase de grupos da Uefa Champions League.

A queda de rendimento e o racha no elenco da Lazio no novo milênio

A Lazio continuava sua saga de contratações pesadas e trouxe nada mais, nada menos que Hernan Crespo em 2000-01. Simone Inzaghi, Dino Baggio e de la Peña foram outras figuras trazidas para conquistar novamente o Scudetto. Contudo, na reta final um empate com a Internazionale e a derrota para o Lecce na última rodada tiraram o título da equipe e ver a Roma se sagrar campeã intaliana.

O rival Gabriel Batistuta agora vestia a camisa da também rival Roma e foi a gota para Cragnotti que enfurecido não investiu tão pesadamente no ano seguinte e a Lazio caiu bastante de rendimento. Apenas a 6ª colocação no campeonato italiano e a queda na fase de grupos da Uefa Champions League de 2001-02 diziam bem o que se tornaria a Lazio na era pós-Cragnotti e Erikkson que já havia deixado a equipe anos antes.

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