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26 de outubro de 2020

Árbitro de video no Brasileirão

Árbitro de vídeo resolveu aparecer como vilão

A utilização do auxíliar de vídeo, mais conhecido como V.A.R., foi pouco questionada até agora no Brasil. Contudo, com mais uma rodada problemática com a sua má utilização, a ferramenta se tornou questionável ou mal preparada. O árbitro de vídeo foi um dos protagonistas da rodada.

A rodada ainda é a sexta e temos inúmeros erros, utilizações em momentos errados e falhas nos protocólos. Isso prova que a preparação para a implementação do da ferramenta foi mal feita, foi feita nas coxas como diriam os mais antigos, foi feita por selvagens do futebol que estão mutilando jogo a jogo a ideia de justiça do equipamento.

Segundo a análise dos principais comentaristas de árbitragem, a ferramenta teve seu pior desempenho em 6 rodadas. Contudo, o saldo ainda é bem positivo.

V.A.R. para a m…

O árbitro de vídeo nesta última rodada foi decisivo em pelo menos 6 jogos, no primeiro deles de forma bizarra. Palmeiras e Botafogo jogavam no Mané Garrincha, jogo morno, jogo fraco e tosco. Até que o V.A.R. entrou em ação.

Contudo, de forma atrapalhada como de costume quando se envolve futebol e arbitragem no Brasil.

Em uma dividída com Gabriel, o atacante Deyverson da equipe alviverde recebeu um leve toque e criou toda uma fantasia na queda. O juiz prontamente marcou falta técnica do atacante, deu cartão amarelo e autorizou a saída de bola e depois dessa saída pediu que fosse pausado novamente o jogo.

Era o início de toda a confusão.

arbitro de video
O VAR trouxe o caos para um jogo morno e sem sal entre Botafogo e Palmeiras ( Foto: GE.com)

O Botafogo questionou, o juiz bizarramente olhou o lance em câmera lenta ( já que lance de contato deve ser visto em tempo real e não em câmera lenta) e atrapalhadamente concluiu-se que devia ter sido marcado realmente a penalidade.

Após isso, o fraco árbitro distribuiu lendários 10 cartões aos jogadores alvinegros, absurdo demais.

Lambanças no sul

Todavia, não somente nesse jogo haveriam emoções e erros, em Grêmio x Atlético-MG novamente o juiz foi autor do crime. O árbitro da partida erroneamente pausou um lance de gol do Grêmio para aplicar uma penalidade, o pênalti existiu, mas ele devia ter esperado a vantagem que se seguiu, conclusão? André cobrou e perdeu a penalidade.

No jogo entre Flamengo e Athletico-PR, o juiz demorou incríveis 2 minutos para parar o jogo e concluir que um lance na área do Flamengo merecia ter marcado a penalidade.

Neste jogo tivemos duas penalidades duvidosas ou pelo menos questionáveis olhadas novamente em câmera lenta.

Em Santos x Internacional, o árbitro anulou um pênalti legal marcado em Rodrygo, baseando-se também no V.A.R., coisas que minam a confiança do público no serviço.

O Problema é do árbitro de vídeo ou da fraca comissão de arbitragem?

A maior dúvida é essa, o erro é do aparelho, da sua utilização ou regra, de sua função ou da preparação dos árbitros?

No Brasil se marca muita falta, se para muito mais o jogo do que no exterior.

Aqui o contato é quase que minimanete tolerado, então lances como o do jogo entre Botafogo e Palmeiras ocorrerão pelo menos 30 vezes em um jogo.

Lances polêmicos como os que ocorreram no Maracanã também serão vistos tantas vezes.

O problema ao que parece não está vinculado ao momento que deve ser utilizado e sim o despreparo de quem usa. Contudo, a arbirtragem, todavia distante do ideal, continua o seu calvário mesmo com a ferramenta que deveria vir para ajudar.

Para não se dizer que o VAR tem sido utilizado somente de forma errada. Houveram lances como a equivocada expulsão de Hernanes. No clássico. o meia recebeu um cartão vermelho por supostamente agredir Sornoza com uma cotovelada. De fato, ele usou o cotovelo, mas não da forma com que o juiz viu e o V.A.R. foi muito bem utilizado e evitou a injustiça.

A questão está toda associada a nossa cultura futebolística, de pressão, de reclamação e de quase sempre o juiz cair nessa armadilha. Então, mesmo com o V.A.R.

O árbitro de vídeo, todavia utilizado para o auxílio, não deve ser usado como muletas para o juiz. Contudo, é o que acontece muitas das vezes.

Confira também o que falamos sobre a breve história de Fernando Diniz.

Confira algumas estatísticas no site oGol.

Texto sobre o futebol reativo.

 

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