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Não é segredo para ninguém que o time da Gávea se tornou o novo rico. Não é surpresa para ninguém que o time investiu pesado e veio forte. Mesmo que certamente muita gente ainda tenha a brincadeira do ”cheirinho” como trunfo para um possível, mas improvável fracasso, o Flamengo chegou ao nível mais alto praticado em solo brasileiro.

Foram 180 minutos de superioridade na maioria do tempo. Ontem(28), se não é a má sorte de Gabigol, o Flamengo muito provavelmente teria massacrado o Internacional já no primeiro tempo. No segundo, após gol de Lindoso, o Internacional tentou o abafa. Contudo, as péssimas mudanças de Odair Hellman facilitaram um gol que sacramentou a vaga rubro negra.

O futebol praticado pela equipe de Jorge Jesus chegou ao seu nível mais alto nos últimos jogos, mesmo que ainda tenhamos algumas dúvidas sobre a questão física de alguns nomes como Filipe Luís, Gérson e até mesmo o lateral Rafinnha.

O equilíbrio defensivo  pós Copa América que faltava ao Mengão

Talvez o setor mais polêmico do time no primeiro semestre tenha sido a defesa. Certamente o zagueiro recém negociado com o futebol italiano Léo Duarte era um bom nome, mas não completava a sua dupla. Eram dois zagueiros iguais, dois zagueiros que precisavam de um xerife a seu lado. Veio o dono desse cargo. Contudo, chegou com bastante desconfiança, vindo de um Manchester City onde não participou de nenhuma temporada e de sequentes empréstimos, mesmo com 25 anos, Pablo Marí já era tido como fracasso para alguns. Todavia, ele chegou e dominou o seu setor.

Com passes e até um gols decisivo o zagueiro rubro negro se tornou a outra parte que faltava a Rodrigo Caio.

Defendendo o Deportivo na última temporada o zagueiro atuou nos 38 jogos do time espanhol e marcou 2 gols neste período. Pelo Flamengo, mesmo chegando com um status de desconhecido, bastou alguns minutos em campo contra o Botafogo para se saber do bom posicionamento e passe do espanhol.

Rodrigo Caio parece ter retomado a forma que o fez ser cobiçado por grandes europeus quando atuou pelo São Paulo. O parceiro de Pablo Marí tem se destacado por sua postura e liderança em campo, algo que antes era bastante questionável.

Além disso, o sistema gourmet rubro negro se completou com Rafinha e Filipe Luis. Os dois laterais chegaram em Julho para alívio da Nação. Mesmo que Renê desse conta do recado e fosse um dos principais na posição no país, faltava a imposição, e o ex-Atlético de Madrid trouxe isso. Filipe Luis não só agrega ao esquema como também tranquiliza o toque de bola no sistema defensivo. Já Rafinha, mesmo ainda precisando diminuir um pouco o gás nas divididas, é um caso de amor que caiu como uma luva na posição mais questionada do clube.

E não podemos deixar de lado o goleiro Diego Alves. O arqueiro chegou a ser vaiado no clássico contra o Botafogo por suposta falha no gol de Diego Souza. Certamente isso não o abalou e pouco depois classificou o rubro negro diante do Emelec pela Libertadores e pegou dois penais contra o Vasco da Gama e retornou aos braços do torcedor.

Até mesmo o jovem Thuller quando é preciso tem entrado com personalidade.

40 milhões no Gérson? 60 milhões por Arrascaeta? Tá louco?

Das gastanças do Flamengo de 2019, o meio campo ostenta a maior parte. Com aproximantamente 110 milhões em contratações no setor o rubro negro carioca veio forte. Contudo, demorou a engrenar neste sistema. A passagem de Abel anulou o primeiro semestre de De Arrascaeta e Gérson ainda não havia chegado. A lesão de Diego trouxe algo que ninguém esperava, equilíbrio no setor. O meia atuava como um peão tonto que girava o jogo de forma nula e com a sua saída o setor de Jorge Jesus ganhou um nome que mudaria o estilo ofensivo rubro negro.

Mesmo com as idas e vindas de Cuéllar do banco e com a permanência do tão questionado Arão, o Flamengo ganhou sobrevida. O meia que veio com uma desconfiança até maior que a de Pablo Marí se encaixou perfeitamente no esquema do técnico português.

”Coloca no alto que eu te corto”

pós Copa América

Já o uruguaio, desde a humilhante goleada por 6 a 1 sobre o Goiás, não parou mais de brilhar. Giorgian De Arrascaeta em 9 jogos pelo Campeonato Brasileiro já possui 7 gols e 6 assistências, uma média absurda e talvez tenha feito o gol mais bonito da competição até então.

Com atuações monumentais como a contra Goiás e Grêmio, o meia já se tornou ídolo da torcida.

Outras ressalvas do setor é a crescente de Willian Arão, que mesmo sempre questionado vem dando conta do recado. Os problemas pessoais e de contrato que travam a renovação de Cuellár deram sobrevida ao meia. Éverton Riberio, antes o melhor, agora é o mais abaixo no setor, contudo ainda há de se ressaltar a recente lesão do craque.

Chega de Lincoln, Gabigol e Bruno Henrique é a dupla mais letal equilíbrio pós Copa América

A lesão de Lincoln acabou com uma preocupação rubro negra. Sim, o jovem atacante da base era nulo ao esquema, nulo quando entrava no segundo tempo e nulo em qualquer momento. Certamente uma das decepções desse período fértil da base vermelha e preta.

Com isso, a dupla ficou livre para atuar, com um cúmplice de respeito (Arrascaeta). Gabriel Barbosa, o criminoso Gabigol, marcou 26 gols em 37 jogos*. Já a sua outra metade, certamente uma das contratações mais certeiras desta gestão, Bruno Henrique tem 18 gols em 39 jogos, sendo que 8 foram em clássicos.  O trio já possui, certamente a melhor média do Brasil, 55 gols no ano. Mais que a maioria dos clubes brasileiros da Série A em toda a temporada.

Contudo, mesmo com toda essa euforia, o time tem que se manter firme. Não deixar a euforia de estar em uma semifinal de Libertadores e na Liderança do Brasileirão subir a cabeça e perder este equilíbrio. Equilíbrio este que é tanto no campo como na mente. A parte emocional deste Flamengo é sem dúvidas invejável, tanto quanto a financeira. Talvez a tranquilidade de ver no banco de reservas o Mr. Jorge Jesus. Talvez de olhar para o sistema de defesa e vez uma sólida formação. Todavia, podemos juntar todos estes fatores e formar o melhor Flamengo dos últimos 30 anos.

Em campo dá show, na arquibancada nem se fala, entretanto, calma lá, torcida rubro negra. Certamente teremos muitas emoções. Todavia, comemore. Pois certamente bons tempos estão por aí.

equilíbrio pós Copa América
Convocado por Tite, Bruno Henrique além de goleador é o maior garçom do time em 2019

 

* números do site oGol.

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