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Fernando Diniz, moderno e perigoso

Fernando Diniz

Fernando Diniz chega ao grau de reconhecimento e de visibilidade no cenário nacional digno de sua envergadura. Contudo, há um perigo em estar no topo, as cobranças serão maiores e o futebol não perdoa erros.

O Fluminense encanta, mostra ao povo sul-americano que ainda vale a pena ter um futebol para cima, para frente e envolvente, o principal responsável por essa beleza e pela tática tão elogiada é o técnico Fernando Diniz.

O treinador chegou em Janeiro com um trabalho difícil de dar liga a um jovem e tecnicamente fraco fluminense. Era, sem dúvidas, o maior desafio da curta carreira como treinador na elite.

Após uma passagem memorável pelo Audax, alguns anos de idas e vindas ele ganhou uma chance no Athletico-PR primeiramente. Com um time mais arrumado e com peças de reposição ele fez um excelente primeiro semestre em 2018, mas caiu, caiu tanto que o clube foi ameaçado do rebaixamento em determinado momento da temporada.

Diniz e seu começo avassalador no CAP, porém não teve um meio e somente um fim melancólico. ( Foto: Guto Vieira/ Gazzeta SUL)

A queda e o aprendizado de Fernando Diniz

Mesmo com todo aval da diretoria, Diniz caiu. Se tornou insustentável dirigir o time paranaense no segundo semestre então ficou a lição para o técnico. A lição de que as coisas não seriam como no Oeste ou no Audax. Se ele queria ser reconhecido e ter um trabalho sólido e duradouro ele teria de encontrar o equilíbrio, então foi atrás desse ponto.

A chegada ao Rio de Janeiro e o encanto das Laranjeiras

O Fluminense iniciou o ano com uma campanha de altos e baixos no Carioca, depois engrenou, venceu, convenceu e chegou ao seu ápice contra o Flamengo, nas semis da Taça Guanabara.

Logo após a tragédia no Ninho do Urubu, as equipes se enfrentaram.

O futebol de Abel parecia apático contra o vigor físico e a leveza na transição de bola dos meninos de Fernando Diniz, então o Fluminense venceu.

Com o gol de Luciano o Fluminense de 2019 entrava no radar do futebol brasileiro.

Diniz foi impressionante no Carioca e vem sendo curioso e envolvente no Brasileirão ( Foto: Lucas Merçon)

A chegada de Ganso e os pequenos deslizes

Ganso chegou, não demorou muito e estreou pelo Fluminense.

Um de seus primeiros jogos, contra o Botafogo e se tornou referência técnica do time de Diniz. Contudo o Fluminense oscilou e nas semis da Taça Rio o time caiu contra o Flamengo e quase não se classificou para a fase final do Carioca.

Com a vitória do rival Flamengo contra o Vasco na final da Taça Rio o Flu herdou a vaga para as semis gerais do estadual.

Mais uma vez a equipe caiu, em um combate feroz contra Abel e as estrelas de preto e vermlho o Fluminense não foi capaz de vencer e saiu da competição.

Mesmo assim, Diniz venceu o prêmio de melhor técnico da competição.

O Campeonato Brasileiro e os jogos de encanto

O Campeonato Brasileiro chegou, 2019 finalmente havia começado para valer. O time tricolor veio com tudo para cima dos adversários.

Todavia os resultados não apareciam, o time perdeu para o Goiás com um erro bizarro da arbitragem e logo em seguida foi engolido pelo Santos de Sampaoli na Vila Belmiro, dái veio o jogo do ano para o clube.

O divisor.

O jogo que desafiou a lógica e o tempo.

No dia 05 de Maio, em um domingo de sol, no Rio Grande do Sul.

Grêmio e Fluminense se enfrentaram para um público pífio, patético até e o tricolor gaúcho abriu 3 a 0 em 30 minutos.

O time de Fernando Diniz então veio do inferno até a sua redenção, ainda antes do intervalo a equuipe diminuiu para 3 a 2. Com pouco tempo de segundo tempo o Fluminense empatou e logo depois virou.

Porém sofreu o empate novamente, 4 a 4, o jogo do ano no futebol nacional.

Eis que por milagre e até certo ponto por merecimento, Yony González trouxe a vitória para o tricolor. Contudo, o Fluzão estava em êxtase e viu essa sensação cair novamente uma semana depois.

Contra o Botafogo, embalado por duas vitórias, o técnico Barroca se fechou muito bem e Gatito teve tarde inspirada e o Fluminense voltou a perder e amargar a zona de rebaixamento.

Contudo, o Fluminense é o time de Guerreiro, não é?

Posse de bola, sem ligação direta, perigoso e envolvente.

O jogo do ano e as novas etapas

O time veio para o combate pelas oitavas de finais contra o Cruzeiro e emplacou a incrível marca de 22 finalizações na partida e chegou a ter 79% de posse de bola contra o time poderoso de Mano Menezes. Todavia, o Cruzeiro se segurou e não ficou no 1 a 1 com somente uma finalização na partida.

Pouco depois, Cruzeiro e Fluminense voltaram a se enfrentar, dessa vez pelo Brasileirão.

O time celeste até tentou, mas foi massacrado por um placar de 4 a 1 e show do menino João Pedro ( 2 gols).

O tricolor então veio nesta quinta-feira (23), enfrentar o Atlético Nacional-COL, em um Maracanã colorido e uma torcida que finalmente veio te apoiar.

Foi então que mais uma vez a genialidade de Diniz veio a campo, a equipe massacrou o time sensação da América do Sul em 2016.

Mais uma partida vencida por 4 a 1 e mais um show do menino João Pedro, novo xodó?

O que esperar de Fernando Diniz?

O país está em choque, o futebol do Fluminense, ouso dizer que já superou táticamente o de Sampaoli. Se equipara a qualquer equipe com mais recursos.

Contudo, o futebol brasileiro é traiçoeiro e ainda temos algumas partidas antes da pausa para a Copa América.

O tricolor carioca precisa se manter e ter a regularidade dos últimos jogos e superar os desafios do mercado.

Sim, o Fluminense já corre riscos de perder Pedro e João Pedro e até mesmo Gilberto. Além de já ter perdido Everaldo, transferido para o Corinthians.

A equipe vai ao mercado atrás de um novo zagueiro e tenta de tudo para manter a bosa fase de Diniz no comando.

Para este Flu, o que esperar?

 

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Por Juan Carlos Dias

 

 

 

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