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O Técnico de Futebol como Gestor de Pessoas

O exemplo em todos os sentidos como técnico.

Neste mês de junho, mais precisamente no último dia 3 (segunda-feira), comemoramos o dia do profissional de Recursos Humanos. Você pode se perguntar ‘mas o que isso tem a ver com futebol? Por que falar disso em um site de futebol?’ A resposta é simples: Todo técnico é líder, seja ele bom ou ruim na visão da torcida, por seus títulos conquistados na carreira ou por tempo de estrada, o treinador exerce o papel de líder da equipe. O gestor de pessoas e suas características serão vistos aqui com alguns bons exemplos.

Existem 6 tipos de lideres segundo os estudos mais tradicionais acerca de gestão de pessoas: autocrático, democrático, liberal, situacional, carismático, motivador e meritocrátrico. Calma, vou explicar direito,exemplificando cada estilo de liderança com um técnico conhecido no cenário brasileiro e internacional.

Exemplo de Gestor de Pessoas

Independente de se concordar com esquema de jogo, meritocracia na convocação ou na manutenção. Independente das nossas convicções ou julgamentos. Como técnico renomado e conhecido no Brasil, Tite é o melhor Gestor de Pessoas que temos em nosso solo. A forma com que lida com os problemas, com que trata de assuntos humanos e consegue ter o elenco na mão é certamente uma dádiva.

Gestor de Pessoas
Com certeza o melhor em gestão de pssoas que temos no nosso futebol (FOTO: GE)

Certamente no futebol mundial poucos com a atual forma de se lidar com os atletas tenham esse dom. O dinheiro, a fama e a pressão de gerir grandes elencos em grandes centros podem arruinar a carreira de técnicos vencedores, como ocorre lentamente com José Mourinho. Um dos exemplos de boa gestão de vestiário, além da tática e técnica, é Pep Guardiola, dividindo hoje com Klopp a coroa de melhores técnidos da atualidade.

Autocrático

Ténico autoritário, brigão. Não aceita que discordem dele, não aceita perder, mas também não aceita críticas quando perde. Não costuma ser bem aceito pelo grupo porém seus bons resultados fazem com que ele seja relevado. Com o posicionamento autoritário, é possível que os jogadores (ou parte deles) se disponham a ‘dançar conforme a música’ para evitar conflitos dentro do elenco.

Certamente o principal nome para essa definição seja Vanderlei Luxemburgo, atualmente no Vasco da Gama.

Um péssimo gestor de pessoas
Talvez o técnico mais brigão no cenário nacional atualmente, tudo bem que ele está de volta depois de longo período inativo, mas não há como esquecer as guerras em elencos que Luxemburgo promoveu e também apaziguou com seu jeito explosivo (FOTO: R7)

No exterior, talvez ou muito provavelmente o principal nome nessa categoria após anos de guerra seja José Mourinho.

Gestor de Pessoas
A última passagem de Mourinho por Chelsea e United foi marcada por discussões, brigas, intrigas entre membros do elenco e grandes problemas entre os astros e o Special Onte (FOTO: Goal.com)

Democrático

Considerado o melhor tipo de técnico. Sempre aberto a novas ideias, se preocupa em manter o time motivado e deixa clara a importância de cada um na equipe, tendo como missão central o sentimento de pertencimento ao clube e o amor à camisa.

No futebol atual praticado no Brasil, temos um estrangeiro com esse posto, Jorge Sampaoli. Com menções honrosas aos jovens Tiago Nunes e Odair Hellman.

Sampaoli mesmo com as adversidades promovidas pela má gestão de futebol no Brasil vem fazendo um trabalho de recuperação de identidade no Santos (FOTO: GazzetaPress)

O melhor técnico da temporada, certamente apenas dividindo os holofotes com Pep Guardiola é o que melhor se encaixa nesse exemplo, Jurgen Klopp.

Klopp chegou há 3 temporadas em Liverpool, perdeu peças, promoveu outras e hoje tem sem dúvidas o elenco mais equilibrado do mundo explorando o máximo do talento de seus atletas. (FOTO: Independent)

Liberal

Deixa a equipe a vontade para fazer o que acha melhor. Pode ser considerado como paizão, levando alguns jogadores a confundirem as coisas devido a falta de autoridade. Não que o líder liberal não tenha pulso, mas ele é bem mais maleável, releva e ‘passa a mão na cabeça’ em certas situações levando em consideração o histórico do jogador. Famoso coração mole.

Certamente o coração mole mais apedrejado de 2019, Abel Braga.

Gestor de Pessoas
Para muitos injustiçado, para outros tantos parou no tempo, mesmo que o termo paizão seja alvo de críticas e elogios no Brasil, não há como negar a força de Abel Braga. (FOTO: ABRIL)

O paizão nas ligas européias nem sempre se dá bem, muitas das vezes ele sofre e com razão. Claudio Ranieri é um desses nomes.

Campeão em um histórico time do Leicester anos atrás, Ranieri caiu de rendimento e de prestígio (FOTO: ny.sports)

Situacional

Esse ténico é do tipo que estuda. Já passou por muitos times, em fases diferentes, essse técnico costuma analisar cada jogador do elenco, pontos fortes e fracos e trabalha neles tornando nítida a mudança da equipe após suas mudanças. O time possui um estilo de jogo mas que consegue mudar de acordo com cada esquema e cada adversário.

Não tem como ser outro treinador para esse perfil no Brasil, Roger, o Moderno é certamente o nome mais fiel a categoria.

Roger vem fazendo bonito comandando o Esquadrão Tricolor do Bahia. (FOTO: Portal T5)

Podemos citar o exemplo de André Villas Boas como um técnico situacional.

Villas Boas é o técnico que mais se aplica ao termo. Firme e estudioso. (FOTO: MARCA)

Carismático

Para muitos, esse técnico só vê o lado bom das coisas. Terror dos torcedores mais esquentados, esse técnico sempre tira uma boa lição dos momentos difíceis e chama a torcida para apoiar o time independente do resultado. Passa confiança por sua postura firme e positiva.

No Brasil, ninguém supera o carisma de Renato Portaluppi.

O também paizão Renato Gaúcho é um exemplo de carisma e nada de humildade, mas certamente 100% de sinceridade. (FOTO: GazzetaPress)

Na Europa, o exemplo de carisma hoje está nas mãos de Solskjaer.

Figuraça nas mídias inglesas, Solskjaer terá um 2019/20 para provar se merece o apoio que recebeu de Ferguson (FOTO: The Sun)

Motivador

Tem traços do técnico carismático, engaja a equipe e tem sempre os melhores discursos pré e pós jogo. É um grande comunicador, promove a união do elenco e guia a equipe para o objetivo maior, seja ela qual for.

O maior dos motivadores do nosso futebol na atualidade se chama Felipão.

Scolari é um grande exemplo de motivação e sucesso por onde passa. (FOTO: Globoesporte.com)

Sarri é um bom exemplo motivacional em seus elencos, nessa temporada fez um segundo semprestre de recuperação extraordinário.

O campeão da Europa League, Sarri. (FOTO: The Guardian)

Meritocrático

Sempre alvo das perguntas ‘porque insiste tanto em fulano e não coloca ciclano pra jogar?’ e sempre respondendo ‘ajo conforme merecimento’. Esse técnico acompanha os treinos e o comprometimento de cada jogador, e nisso se baseia para compor suas escalações. Não leva em conta os achismos da torcida ou de pessoas externas aos seus liderados: o que ele vê, é o que entra em campo.

Podemos afirmar que Muricy Ramalho foi ou é o maior exemplo de gestão baseado em meritocracia. Talvez o melhor Gestor de Pessoas da década passada.

Gestor de Pessoas
Sem papas na língua, o meritocrático Muricy (FOTO: Twiter/Muricy)

Lá fora, um exemplo que se aposentou já há alguns anos e vê seu time sem se recuperar de sua filosofia é Sir Alex Ferguson.

Ferguson, a lenda (FOTO: Dailypost)

Menções de Gestores e de mudanças

Podemos citar tantos outros nomes como bons gestores. Certamente, assim como teríamos de citar certamente os que são péssimos nesse quesito. Lá fora, nós temos uma filosofia diferente, o futebol já é tratado há tempos como um produto. Os treinadores são gestores de venda desses produtos. Aqui, a cultura ainda está enraizada e travada somente na questão entre a razão e a paixão do torcedor.

Exemplos como Abel Braga, Felipão, Mano Menezes ainda são figuras carimbadas de sucesso com os grupos que trabalham.

O Gestor de Pessoas tem de estar vinculado ao produto e saber trabalhar em harmonia com o mercado.

Certamente ainda permanecerão como doutrinadores de nossos gramados, mesmo que não mais trabalhem a evolução tática e sim de gestão pessoal e de grupo. Todavia, com a evolução diária e até mesmo com nossos hermanos anualmente nos superando os nossos dirigentes precisam acordar. Certamente ter essa noção de evolução entre o Gestor de Pessoas e as questões vivas nas empresas.

 

 

 

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