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O padrão de jogo de cada dia que não temos

Caminhamos entre o quarto e quinto mês de competição e temos pelo menos 2/3 dos times no Brasileirão sem padrão de jogo algum. Alguns trocaram de técnico no decorrer da competição como o Cruzeiro ou até mesmo o Fluminense, mas outros que tem um trabalho desde a primeira rodada não conseguem impor um ritmo ou ter uma maneira de se jogar visível e que se possa fazer uma análise. Certamente essa lista inclui Botafogo, São Paulo e até mesmo o Internacional. O que falta é obediência e padrão de jogo.

A queda do Barroquismo

Nas três primeiras rodadas Eduardo Barroca possuía um estilo de jogo há tempos não visto em General Severiano. Posse e toque de bola e um futebol bem gostoso de se ver. Vitórias como a contra o Bahia e nos duelos contra os rivais Fluminense e Vasco davam a entender que o time da estrela solitária teria um Campeonato Brasileir tranquilo e sem sustos. Errado.

O Botafogo tristemente se tornou previsível, facilmente envolvido e com um sistema defensivo que começou a ser penetrado de forma fácil e as eliminações vieram na Sul-americana e a queda no Brasileirão.

Contudo, o time seguiu com alguns bons resultados, venceu CSA, Avaí e até mesmo fez bons jogos como o duelo contra o Flamengo, mesmo que derrotado. Porém, o time caiu ainda mais após a parada para a Copa América, e na volta o que podemos dizer acerca do futebol do Botafogo é que ele se tornou moroso e deprimente.

A falta de um centro avante e a omissão na hora de defender dos volantes expôs a falta de criatividade do jovem técnico alvinegro. Barroca sentiu, os salários contribuiram e o Botafogo hoje vê mais próxima do que nunca a Zona do Rebaixamento.

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A morte do Cucabol

Cuca veio ao São Paulo no início deste ano se recuperando de um problema de saúde. Assumiu o clube após uma queda grotesca na Copa Libertadores para o Talleres e depois viu o time ser vice do Paulista para o rival Corinthians. O time chegou remendado e com nomes de peso para o Brasileirão. Como de costume, certamente o São Paulo dividiu os holofotes das contratações com o Flamengo. Dani Alves e Juanfran chegaram, a nação tricolor inflamou, mas logo o pragmatismo tático do técnico comoveu o elenco e ele se tornou tão moroso quanto o que citamos anteriormente.

O São Paulo passou a ser anulado dentro de casa por times que brigam para não cair e perseguido fora de casa, muitas vezes derrotado e viu a briga pelo título ficar cada vez mais longe. Que Dani Alves cheira a título, sabemos, que Juanfran é vencedor, sabemos, que Hernanes é competitivo, sabemos também, mas o time do São Paulo parece que não é mais.

Mais um ano com um elenco recheado de nomes de peso e medalhões e um time apático, sem sal, muitas vezes sem sangue.

A queda sem reação para o Bahia na Copa do Brasil mostra bem a deficiência tática que o treinador possui.

O problema nunca foi o Diniz

O Fluminense é o time de futebol mais pobre da parte de baixo da tabela junto da Chapecoense. Oswaldo de Oliveira parece de férias curtindo o possível rebaixamento tricolor, certamente não está, mas parece. Sem objetividade, com derrotas para Avai, CSA e pauladas como a contra o Galo e Palmeiras demonstram que o time não impõe mais respeito. O time tricolor hoje em dia é o time mais fácil de se envolver e dominar entre os que lutam para não cair. Não há apetite de vitória e claramente aquele time do Diniz colocava mais respeito.

Fernando Diniz claramente possuía um padrão de jogo definido, era um futebol bonito, porém improdutivo. O Fluminense perdia seus jogos mesmo sendo superior aos adversários. Fez jogos épicos como contra o Flamengo, Grêmio e Santos e perdeu jogos fáceis como contra o Goiás. Todavia, o Fluminense estava bem para o confronto contra o Corinthians na Sula e ainda não havia este desespero contra o rebaixamento, era óbvio que o time ainda corria por ele. O Fluminense perdeu alguns dos pilares do esquema do Diniz. Luciano e Everaldo se foram. Certamente essas ausências foram sentidas mesmo que jovens como Marcos Paulo, João Pedro e Allan tenham ganhado um certo destaque no esquema do treinador.

O problema nunca foi o Diniz, mas o atual é o Oswaldo e a apatia tricolor.

Odair se perdeu e o padrão de jogo se foi

Em um ano Odair transformou um time recém promovido a primeira divisão em um time que estaria nas cabeças. O Internacional veio forte em 2019, mesmo que com um elenco reduzido e limitado. Contudo, o time deste ano se mostrou totalmente omisso ao que propôs. O Inter até começou bem o Campeonato Brasileiro, porém a queda absurda de rendimento no segundo semestre culminou em uma queda sem reação para o Flamengo na Copa Libertadores e um vice campeonato na Copa do Brasil, em casa, com uma derrota e um gol humilhante após a jogada de Cirino. Odair falha, mexe e arma muito mal e aparentemente o time Colorado segue a risca a apatia do treinador.

Nomes como Lindoso, Moledo, Cuesta e Lomba se mantém em alta, mesmo com a queda de rendimento. Contudo, alguns nomes como Nonato, Guerrero e D’ale tiveram uma queda absurda após a parada para a Copa América.

O Internacional se reforçou para 2019, mesmo que pouco, mesmo que com um limite declarado de gastos. Por um período isso foi visível o bom futebol do time de Odair Hellman, mas depois a queda foi espetacular e hoje o Colorado não impõe mais o respeito que outrora era incontestável.

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A queda de Mano e a fritura de Ceni

Mano Menezes permaneceu por quase 3 anos no time Celeste. Foram duas Copas do Brasil e campanhas medianas em competições por pontos corridos. Os títulos estaduais maquiaram o futebol do 1 a 0 e a Copa do Brasil coroou o futebol do resultado. O Cruzeiro caiu nesses anos na Copa Libertadores e sempre se manteve firme na competição nacional. Todavia, o futebol de Mano finalmente trouxe o Cruzeiro para um lugar desconfortável. A derrota no jogo de ida pela Copa do Brasil 2019, a queda sem reação na Libertadores para o River Plate e a Zona da Degola minaram o relacionamento do treinador com a torcida e a diretoria.

Mesmo que Mano tenha segurado a barra de toda a crise interna do clube a situação se tornou desgastada e destroçada principalmente com a diretoria, como ocorreu com Fernando Diniz.

A queda veio, os jogadores entregaram alguns nomes a diretoria e nenhum foi levado em consideração. Veio o em alta Rogério Ceni e isso mexeu internamente com o elenco. Medalhões caíram ou foram afastados e isso quebrou toda a roda que girava em torno de uma base do Cruzeiro.

O time que já não possuía mais um padrão de jogo e agora além disso não havia mais união para se recuperar da situação que Mano havia colocado o clube.

Rogério foi fritado pelo restante do elenco e agora a queda é quase que certa nos próximos capítulos.

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